sábado, 31 de maio de 2014

batuque


pés de batuque do sonho pisado
numa dança de pó circular
a música elevada no ar
o meu rosto de olhar fechado
e as máscaras de palha nos corpos,
descalços ritmos quentes, sem falha
nos domingos dos Bailundos
e o meu olhar perdido
no que para mim era desconhecido.

LM_01.mar.2014



palavras, palavras...


oiço-te e compreendo bem
já não enganas ninguém
o pensamento é claro
e palavras leva-as o vento
já não calas o sofrimento
mesmo que prolongues o faro.

tanta mal tens produzido
que já nada fica contigo
o bem, esse escasso bem
só a alguns tem servido
batem-te nas costas, amigo
enquanto o banquete não vem.

ah, doce primavera refém
onde o pastor guarda o gado
já não há fome no harém...!

LM_ hoje, 28.mai.2014 
(triste data do golpe)




olhar


- Da colina vejo o mar… do teu olhar!


LM_sempre



a Barca


além a Barca...
já amarada
navega o sonho
da pátria amada
leva o que ponho ...
que é quase nada!

e... quase afundada!

oh, barca velha
tão desgastada
com tanto peso e para nada...

pica-te o mar
e a remar
não há quem dar
foste glória
dentro da história
e hoje esperas
calma das feras

estás cercada
e pouco artilhada
e o teu piloto
parece um morto.

ah, velha barca
pouco apressada
foge do monstro
faz-te jangada

ficarás livre
no teu caminho
sem opressão
no teu destino

olha os recifes
tu tem cuidado
chega a bom porto
e faz-te fado

são muitos séculos
os que viveste
hás-de saber
boa gente a ter.

LM_29,mai.2014



o amor

I -
“Não te zangues comigo! …”
De olhar triste, choroso
Tom magoado mas som amigo
Diz-me ela num alento pesaroso.

II -
“Não te zangues comigo! …”
De olhar triste, choroso,
doloroso -  tom magoado
mas som amigo
diz-me ela num alento pesaroso.

E assim toda a minha raiva se dissipa
e um rasgar de peito onde só o Amor fica
puro como esta dor que ainda hoje sinto.

LM_3.jan.2013



tristes olhos


Tristes são os olhos que deslizam no meu rosto
São olhos sofridos de intenso desgosto
Olhos que me olham em queixosos lamentos
Palavras que eu sinto açoitadas por ventos
Silenciosas no vazio mas de gritante ausência
Já só sinto que magoam por breves momentos
E nesses instantes ocorrem-me mil pensamentos:
De que será que falam os teus olhos nos meus?
Que trémulos estão como estrelas nos céus!
Reparo na beleza da luz imanada em breve cadência
E com ela as palavras caladas nos olhos da gente.

LM_02.fev.2014



cinco de Outubro (último)


II
situação: posição /oposição
raízes da mesma Nação
os problemas de cada geração
como formas alternadas
da mesma moeda, cunhadas.
A praça foi tomada sitiada.
No vazio da calçada
a bandeira desfraldada
invertida e olhada
como se a Pátria fosse tomada
mas agora penhorada.
- Oh! República
como foste comemorada…!
Rostos fechados
envergonhados
longe do povo guardados
dentro d’um pátio fechados
tão perto e tão longe
do local inicial
da implantação como tal.
Longe do povo, afinal.
Ouviram-se discursos
um e outro sem razão
uma mulher que gritava
pela falta de pão
e ao fundo uma canção:
Acordai !
- pois então.

LM_(102 anos após a implantação da República)


sexta-feira, 30 de maio de 2014

perfume


Corações deitados em cama de palha
Sombras deslizantes nas portas com frestas e falhas
A noite pasmada, espantada, de luas prateada
E o rio cantante em sons embalados, cadenciados
Como os nossos corpos, húmidos, amantes e amados
Oh, jovem juventude onde o frio não tem entrada.

O sol já espreita os espíritos adormecidos
E sobre eles recai doces prazeres retidos
Camélias que espreitam o ar da montanha
Deixando um perfume fresco de orvalho
Espalhando pelo vale e no teu ventre, a retalho
Que olho e sinto como um todo, imenso e tamanho.

Nada nos perturba, nem os intensos pensamentos
Que leves e gostosos, são de puros elementos
Numa comunhão, rostos enfaixados na sua paixão
E o dia acordou, já se levantou o sol a sorrir
Temos de seguir, unidos no caminho, que inda há-de vir
E o nosso amor, é na tua mão, igual à flor: aguarda o verão.


LM_22.mar.2014


viagem


atrás das palavras vertidas
rompem emoções sentidas
ecoando aos teus ouvidos
numa paixão de antemão
que despertam o coração
em sons jamais perdidos.

no teu olhar vejo o mar
do meu sonho a navegar
na tua voz sinto o vento
a cantar canção de amar
nas velas a desfraldar
largo puro sentimento
embalados vamos indo
para perto um do outro
num destino real e lindo


LM_1maio2014



viagem no sofá



Lágrima cálida
caída
salgada
sentida
amor
pudor
furor
raiva e suor
ciúme
em alto cume.

Paz
quem a faz?
tu saberás?

Regaço
abraço
cansaço
beijo
o desejo
sinto e vejo.

O mar olhar
parar
ver cor
no sol a pôr
o dia
 eu queria
de harmonia
um coração
nesta canção
a melodia
que escreveria
feita à mão
como um trovão
raio de luz
na escuridão
mão
a minha, então
carícia
oh que delícia
no rosto
quase posto
hoje ao luar
a encantar
o teu sorriso
riso
a alegrar
o meu calar.
  
Poema
no teu olhar
tema
(faz-me pensar)
a gema
a cristalizar
com asas
brancas casas
em voo
a planar
pássaro
….
vem
…..
aqui, além
pousar
flor de mel
pincel
quadro a granel
tintas
(estou-me nas tintas)
fintas
não mintas
és a verdade
desta cidade
fica a saudade
daquela tarde
tempos
curtos momentos
são outros ventos
fortes e intensos
foram imensos.

Melodia
quem diria?
bela
como a vela
chama
que se clama
na escuridão
da tua mão
perdão…
do teu chão.
Oh minha musa
…e tão confusa
Inspiração
De pé p’ra mão.
  
Abrigo
doce amigo
contigo
livres de perigo
porto querido
como tens sido.
  
A travessia
sabedoria
hoje
há quem não foge
tudo é alforge
onde carrega
toda a refrega.

Peregrinação
nessa paixão
ir ao caminho
pisar carinho
passo certinho
laço
vida e espaço
lado a lado
o nosso fado.

E a flor
sob o calor
meiga de amor
beleza,  odor
que vê passar
quase a rasar
dois seres a par
beijando o ar.

Ecoam sons
dentro dos tons
e tu repetes
toque a trompetes
aos meus ouvidos
sentidos
as emoções
nestes serões
a levitar
o quanto é amar
preso ao sofá
- que bem se está!

 LM_11.fev.2014


o homem dos pinheiros


Nas tuas mãos curtas e largas
já gastas velhas e calejadas
mas a quem a vida dera sentido
germinam sementes de um amor antigo
crescem pinheiros em jardins urbanos
nascem florestas com o passar dos anos.

A força escapa-se por entre os dedos
mas criaste um mundo isento de medos.

Vejo-te a plantar, vejo-te a podar
mas ainda a vontade de acarinhar
e vejo as rolas a procriar
em ninhos construídos para te amar.

E quando partires para outros jardins
deixas a saudade de tempos sem fins.


LM_ 23 Nov 2012




crise


Os meus pequenos passos
Percorrem o caminho de cansaços
No dia-a-dia estendo os braços
No horizonte sempre distante
E nunca alcançado
E os meus olhos seguem em frente
Perseguindo uma visão. Em vão
Perdidos na bruma da minha alma.
Queria ver-te à minha frente
Estender-te os braços. Apertar-te
Contra o meu peito, ora rasgado
De sofrimento.
E respirar o teu ar, quente e saboroso
Que exalas do teu coração.
Como eu te vejo numa contra-luz de desejo…
Como eu estaria nesse encontro neste dia…
O sol aquece mas todo o meu ser arrefece
Tudo é ilusão
E a vida fica presa à minha paixão
De te ver bem, mesmo olhando além
No firmamento de quem não está bem.

O que é que te falta, meu amor
Para sentires a vida num doce calor?

Amo-te tanto e choro este tão intenso desencanto
De estar aqui tão perto de ti e tão longe desse manto.
Nada nos tapa. Estamos num descampado
Por ventos fustigado
E o frio invade os nossos corações
Em mais um dia de estio…

Não posso mais… as minhas comoções
Persistem e as lágrimas estrangulam-me!


LM_04-abr-2013 – 12.ooh

“amigo”


Trago as vozes, a música e a poesia
Palavras formadas de noite e de dia
Trago as guitarras tocadas com mestria
Por dedos falantes oráculos de sabedoria
Trago a memória dum sentido amor
Espalhando ao vento este meu alento
Trago alívio na dor a cada momento
Na esperança que passe o forte lamento
Trago a notícia da vida tornada bonança
Matando a fome de tanta esperança
Trago comigo um outro sentido olhar
Ver a natureza fonte de toda a beleza
Trago o pão do sonho posto à tua mesa
Alimentando o espírito pronto a respirar
Trago os novos versos que hás-de cantar
Em noites de verão quentes ao luar
Trago esta alegria duma companhia
Um ombro amigo para te consular.

Que mais te posso dar?

LM_8. mar.2013



o teu olhar


Belo como um riacho
De fresca água cristalina
Saltando sobre os seixos
Em queda suave e fina
É o teu olhar
Dum doce luar
Onde hoje me agacho
E mato a sede da minha solidão.

LM_26.jul.2013



ruído

foto NASA

À minha volta tanto ruído
vozes de conversas fúteis
vagas de sentido
sem objectivo
dispersas num oceano perdido
tantas as vozes
e tão poucas ideias úteis
guerras e desgraças
vigarices e trapaças
em notícias dos ‘media’
moem-me o juízo
em pequenas praças
centros de consumo
abertos ao mundo
onde o silêncio tarda
na noite que cai
de negro fumo
em qualquer vila perdida.
Eu estou aqui
presente
com pena de não estar ausente
sem o querer sentir
estar longe no meio do nada
como um monge
na solidão da alvorada
duma qualquer estrela parada.
Estou cansado
perdida tanta energia
onde os telemóveis tocam a cada momento
conversas que me focam sem as querer ouvir
a privacidade dos outros dada sem a pedir
um tormento…
Quero concentrar-me
- nem que seja um breve instante, neste dia –
sentar-me à beira da cama
e como um bêbado
suavemente deitar-me de lado
e procurar o sono
afastar este sofrimento
de estar sozinho
inundado pelo firmamento
e um mundo criado por dentro.


LM_14.ago.2013



Olhos bem


Hás-de Senhora dizer-me
tão bela que vós sois
qual o nome dos vossos Sóis
olhos vossos sois perder-me.

Qual paleta de únicas cores
vossos pais hajam descoberto
ao olhar-vos de tão perto
cegais-me por eles, por amores.

Tão profundos, tão brilhantes
tão intensos, ofuscantes
tão apaixonados, relevantes
como nós dois, dois amantes.

Hei-de segui-los por vós meu bem
minhas estrelas dia e noite iluminantes
hei-de guiar-me por eles, também.

LM_Campera, tarde, 27.ago.2013


princesa

by net

Num castelo de sonho e fantasia
Uma princesa perdia a sua beleza
Olhos em escuridão, morria de paixão
Enclausurada no seu quarto noite e dia
Desfazia-se perdida em vida e tristeza
Por não poder ver o outro seu coração.

Os dias e meses passaram, os anos
Já se contavam e a pobre princesinha
Perdia toda esperança na mudança
Esmorecia, em pensamentos insanos
Era a lembrança: o amor jamais vinha
Partilhar o seu destino em pura dança.

(…já não sei como acabar:
 não há príncipes a chegar

 ou muros do amor a derrubar.)

LM_20.nov.2013




momentos…


são momentos
de intensa emoção
os sentimentos
da minha paixão.

é a vida…
que nesses momentos
não sentimos perdida.


LM_20.nov.2013




limpeza


Hoje acordei muito pouco acordado
Acordei, e sem razão aparente
Deambulei a manhã algo ‘chateado’
E pouco esclarecidas as ideias na mente

Gostava de ter tido uma ‘limpeza’
Acordar como se um banho tirasse
Toda esta falta de luz e clareza
Poros da pele onde o pó não estivesse.

Preciso de respirar, sentir-me forte e amar
Preciso que o dia passe por mim
E me deixe em leveza, leve como o éter
No espaço vazio sem o lixo das estrelas
Mas com a energia delas recebido… e tê-las.


LM_2013




orgia e poder


Já teve graça, ora em desgraça


Sentado em mesa de frente
A mim, fingindo que não o vi
Está o presidente da junta
A ver se olho e a atenção me caça

Tenta mostrar-se, ser visto, reconhecido
- e eu que só quero não ser comunicativo –
(leio poemas ao acaso de f.pessoa)

Levanta-se e por mim passa, cumprimenta
Tento fazer-me surpreendido
Respondo, levantando os olhos do livro
E vejo-o num espaço de tempo e espera
Que o veja e lhe responda.

É uma 'bela' escola essa onde aprendeu
Alta classe de políticos

Mas eu já aprendi também a conhecê-los
Na procura sôfrega de votos
Mas olhando-os vejo-os mortos.

Já nada têem para dar, é só prometer
Esquecem o fundamental
Que em primeiro e último está o dever
De servir e não servirem-se como tal
Do erário público na sua desmedida orgia do poder.
- e eu que só queria estar sozinho a ler…

LM_2013

caminho parado


Traçado do futuro, e do presente
mudança constante e permanente
caos num acumular de matéria
espaço perdido sem fim nem artéria
habito um fim de ciclo
com desejos de liberdade
e romper com a cidade
mas o oásis dessa lonjura
é um cansaço que perdura
na miragem. Essa a minha desistência
do passo não dado
do caminho parado
e dar tudo como finado.


LM_2013




agora

Agora
Vou-me embora
Vou partir
E desta marasmo sair

Agora
Vou pela estrada fora
Vou seguir
Um destino a cumprir

Agora
Recomeço sem demora
Esta nova caminhada
Ao encontro da chamada

Agora
Essa voz que aflora
Ao meu ouvido, canto sentido
Dum amor ora perdido

Agora
Que o meu fado é hora
Que a solidão se instala
É hora de fazer a mala
É hora de me ir embora.

LM_‘campera’, tarde, 28.ago.2013


amanhã

Amanhã
Eu terei um sorriso
Amanhã.

Amanhã
Acordarei
E olhar-te-ei
Como há muito não te via.

Amanhã
Depositarei um beijo
Na tua linda face.

Amanhã
Serei tudo o que quiseres…
…ou desejares
Amanhã.

Amanhã
Será um novo dia
Um recomeço de magia
E só espero que haja
Amanhã.


(nova narrativa)
LM_20.jun.2013


espelho


Ao pé da boca o coração
pois então…
Ao pé dos olhos o espelho
opaco e velho
Viagem inversa
a promessa
ao interior da minha mão.



LM_20.nov.2013




estrela do mar


ergo o desejo e o sentido
translúcido é o meu olhar
e fico á espera… perdido
só quero a estrela do mar

estrela do mar
deixa-me acalentar
o sonho de te criar
deixa-me ser o teu mar

estrela do mar
não te deixes matar
estrela do mar
deixa-te em mim amar

estrela do mar
as derramadas lágrimas
no lago do teu olhar
são as minhas algemas

estrela do mar
estou preso ao luar
já não posso cantar
canções de embalar

estrela do mar
morro em ti por te matar.

LM_29.nov.2013


Únicos


(…mas há todo um mar a que não poderemos escapar)

Somos todos diferentes
únicos.
Não há dois iguais
um mundo nas nossas mentes
um grão de areia entre os demais.

Neste universo ou noutros mais
há em cada estrela o próprio som
há a própria vida, o próprio dom
e em cada ser há as raízes na sua origem
desenhadas na paisagem interior e virgem
há a fusão ou não, viagem impressa
com um destino sem epílogo ou findo,
permanente,  e nele construindo
De passo em passo, o nosso fado.
Até onde?
Até onde nos levará no espaço
O fruto semeado e disperso.

Até onde irei, se donde parto não sei
Para onde viajarão os meus átomos
A carga de energia libertada,
entretanto por nós criada?
A minha alma será tudo isso…
só isto?

O espaço-tempo é todo meu
mesmo o vazio entre tu e eu
tudo é necessário, será primário
e tanto poderá ser próximo
como distante no infinito
faz parte de nós, é essência
é permanência, é o que nos liga…
… e comunica
esse vazio é o caminho.

Já ouviste a música das estrelas
no oceano do teu pequeno cosmos?
E o som das baleias num mar de canções?

LM_ 3.ago.2013_parque das nações,
Lisboa




descolonos


E, de repente,
no meio da gente
a guerra presente
outra guerra,
nova guerra
a mesma fera.

É o asfalto
É o muro alto
É o incauto
É o mato
É o cacto
É o capim
É o fim
É o palco
É a rua
É o teatro
É a vida tua
É a esquina
É a sina
É a cor
É a flor
É o cheiro
É o tiro matreiro
É o medo
É o trovão cedo
É o sabor
É o suor
É o estampido
É o gemido
É a ferida
É a mãe querida
É a fuga
Nas arcadas protectoras
Das balas invasoras
É a rusga porta a porta
Gente morta.
É a bazuka
É a cuca
É o prenda
Nesta senda
 É o coração
Arrancado pela mão
É o hospital
Tanto mal
 Atacado
Bombardeado
RPG’s,  Hk’s e  gêtres
São os esses e os cês
É a chama
É a morte
Pouco sorte
De quem se ama
É o dia…
feito noite
É o açoite
Chicotada duma bala
E a noite não se cala
É o grito e a metralha
Não se falha
É a carne perfurada
É corrida desenfreada
É terror e pavor
Desamor
É rajada
Na esquina fechada
Cano ao alto
É o assalto
É a fome
Não se dorme
É Agosto
Já sem gosto
É ração, enlatados
E os carros já parados
Abandonados
É noite muito alta
Tudo falta
É a música dos martelos
O serrote e os pregos
Nos caixotes
Casas fortes

São as vidas quase mortes
É a madrugada na cidade
Triste realidade
É a guerra sem piedade
Como todas. É a fera.
É a terra já vermelha
Empastada por centelha
É a palavra incendiária
Do ódio como malária

É o comício na cidade
No muceque o seu  contrário
É a verdade
É o boato e a falsidade
na ponta da baioneta
É a vendetta
É o sonho duma vida
Já perdida
É o colono
O porto e o aeroporto
É a ponte
O salto a saída o desmonte
De qualquer jeito
Mão atrás mão é frente mão no peito.

(…e assim com uma guerra civil os colonos
              auto-descolonizam-se
– "máxima" dum capitão maoista do MFA)

LM_03. jan.2013