segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

depressão






É de barro, moldado, o teu fato e na árvore mais alta do sonho
penduras o teu velho retrato. 
É com as mãos presas ao destino
que perscrutas outro caminho
e rasgas as vestes, então de linho.

É do alto da montanha, em sobressalto
que o horizonte te parece
perto e nada, nada mais que um deserto.  É nos rios do teu antigo desejo
que a vontade mais estremece
e o mundo se converte em prece.

É na noite mais profunda
que a memória se afunda, no silêncio que se tece.

É numa praia vazia...- não numa noite qualquer - q
ue o drama acontece.
O amor na imperfeição, impede qualquer afecto
- maldita depressão, que transforma o objecto!

Uns dias, sim, outros dias, não...e, num dia não,
a morte, por vezes, é vista como única solução.

(uma mãe, na sua loucura e duas filhas, o mar como sepultura)