sábado, 11 de fevereiro de 2017

migração

Foto Net


Bebes os beijos de chuva
caídos em campo de flores
mas teus pés pisam horrores
de quem o teu sonho turva.

Foges de guerras longínquas
percorrendo terra e mar
fugindo às balas oblíquas
que procuram o teu olhar.

A morte seguiu-te a par
e com o medo presente
cola-se no caminho em frente
não te deixando pensar.

Já só tens uma vontade
pede o corpo sem cessar
parar
parar
parar...
neste mundo a desabar.

E perguntas:
- quando páras, tempo?


3 comentários:

  1. num poema de uma singeleza admirável
    todo o "peso" e drama dos refugiados!

    muito bom, meu caro Luís
    abraço

    excelente, Luis

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  2. E o tempo que não pára num horror de regressão.
    O poeta lê os sinais do tempo e não se inibe de avisar os homens.
    Abraço.

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  3. e digo eu que o tempo é voraz, mas, aqui o Poeta com palavras singelas e assertivas põe a nú tanto drama e terror que se vê num drama que é complicado e de difícil resolução...a guerra

    beijo

    :(

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