domingo, 12 de fevereiro de 2017

trémula luz

aquela muralha cerrada
em castelos de luz ardente
invade
estando parada
no amor de quem o sente.

mas a voz magoada
arrasta-se ébrida de dor
e as palavras em cisão
ecoam nas montanhas
da solidão.

uma densa neblina
no olhar
corre na estreita compreensão.

já não há rosas nos canteiros
regadas pela manhã
e só a secura da terra
lembra a ausência vã.

o sol morre
deixando para trás
o calor disperso.

e a noite faz-se de silêncios.




3 comentários:

  1. how powerful expressions ,very well painted .
    your magical words dragged me to the world of solitude

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  2. ... e nada se aproveita na condição de desamor.
    Como se a alguém aproveitasse a avareza... Cercada a terra na esterilidade a semente definha, murcha, na espera o talento da vitalidade.
    Bom poema, amigo.

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  3. palavras cuidadas que o Poeta tece
    em certo desalento
    em crescente nostalgia

    muito bom!

    beijinhos

    :)

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