sábado, 15 de julho de 2017

áfrica a sul

imagina-te prisioneiro
(vinte e sete anos de cativeiro)
condenado na vida, por inteiro
em cela exígua, longe, sem rastreio.

imagina, que o crime julgado
foi por seres negro, discriminado
e todo o teu povo, posto de lado
país onde nasceste e  foste criado
onde a tua voz se tinha levantado
contra a injustiça, pelo explorado.

imagina os muros e barreiras
necessários, que te levassem a criar
para todos os medos a excomungar
sem poderem entrar
e a dignidade por alterar
no trato e nas maneiras de ser
ganhando o respeito dos teus inimigos e transformando o ódio e todos os perigos, em amor pelo próximo.

imagina-te mais forte que todos os exércitos
derrotando-os com estes méritos
expulsando os medos da morte.

pois esse sonho foi real, mas está a ser destruído por outros, como tal.


1 comentário:

  1. E foi, foi mais forte, foi maior. Um prisioneiro-herói. E o sonho também foi real. Para o prisioneiro-herói é o que importa; a sua luta, a sua voz tiveram eco.
    Possa o sonho manter-se real, embora os homens tenham memória curta e exigencias longas.

    Beijo de luar

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